Sobre as formações sociais com origem mítica ou teológica
Sobre as formações sociais com origem mítica ou teológica
Atualmente percebemos que os jovens são atuantes quando se trata de fé e religião. O principal motivo disso é a grande liberdade que o jovem tem de escolher qual fé adotar. Além disso, são tantas as opções que existem hoje, que não se pode definir de fato uma escolha de fé como uma religião, pois nem sempre se trata da mesma coisa.
Pesquisa feita com 800 jovens brasileiros mostra que 98% deles acreditam em Deus. Entre os que seguem alguma religião, 33% escolheram sua fé por decisão pessoal, sem interferência da família e 17% deles tinham mudado de religião ao menos uma vez.
Essas estatísticas confirmam uma mudança de paradigma, no qual a escolha religiosa não sofre interferência de terceiros, é uma decisão na maioria das vezes pessoal. O jovem se depara com um leque extenso de opções de crenças, doutrinas, conceitos, que o torna a vontade para escolher qual melhor se encaixa em seu modo de pensar e viver.
Contudo, diante de todo esse contexto, o que o jovem tem a dizer sobre sua fé? Como ele está atuando em seu meio religioso, na comunidade, na família, em sua própria vida? Suas atitudes condizem com sua escolha de fé? São essas as questões que toda e qualquer pessoa deve se perguntar para avaliar se possui uma fé verdadeira. Descobrimos então, qual o grande desafio da juventude. Por mais que muitos jovens sigam uma determinada religião, muitas vezes esses apenas a usam como um título, uma definição, não agregam os valores aprendidos para a sua vida. Expostos a todo tipo de realidade, como violência, drogas, pobreza, ou até mesmo o oposto, excesso de riqueza, capitalismo, consumismo, entre outros, os jovens se encontram desprotegidos, e o único caminho para se tornar imune a essas atrocidades atuais é exercer de fato os valores de sua fé.
Ruth Cecily – Março/2012
O Ocidente hoje está envolvido num conflito violento e aberto contra o radicalismo islâmico.
Por centenas de anos, viajantes, estudiosos, clérigos e comerciantes muçulmanos e não-muçulmanos trocaram bens, idéias, informações, e ainda o fazem. É uma história de necessidade mútua e também de mudança.
No tempo das Cruzadas havia dois blocos sólidos: o mundo cristão e o mundo islâmico. Não é mais assim. No novo mundo globalizado, o "Ocidente" está em toda a parte - suas idéias e ideologias, sua ciência e tecnologia, seus filmes e músicas, seus hábitos alimentares...
O islamismo, atualmente, também é global. Milhões de muçulmanos agora vivem no Ocidente. Mesquitas, escolas muçulmanas e bancos islamitas tornaram-se lugar-comum.
Com esse novo conceito de mundo – o globalizado, que deveria ser uma forma de solução desse tipo de problema, pois aumenta a possibilidade de diálogo entre nações, se torna um fator agravante a essa situação de discordâncias e guerras ideológicas.
Certamente o diálogo entre esses dois pólos está cada vez mais difícil: o fanatismo diminui as chances de conversa. O convívio poderia ser harmonioso e mutuamente enriquecedor se não fosse o fato de que o poder crescente dos fanáticos esmaga aqueles mais moderados e tolerantes.
As diferenças religiosas, culturais e políticas entre os povos islâmicos e os ocidentais se acentuaram a partir da segunda metade do século 20.
Isso ocorre primeiro devido à crescente importância das nações árabes, decorrente da alta do preço do petróleo, até os anos 80, e depois em razão do crescimento populacional. O aumento da população de jovens também alimentou grupos islâmicos fundamentalistas. Esses jovens depois se espalharam pelo Ocidente. E, com a maior proximidade entre os povos, foram acentuadas as diferenças religiosas e de valores culturais (causa: globalização).
Em segundo lugar, enquanto na maior parte da Europa a queda de ditaduras socialistas deu lugar a regimes democráticos, em países islâmicos, sem essa tradição, o fundamentalismo foi adotado como resposta ao processo de globalização.
Tantas diferenças minimizam qualquer semelhança que haja entre Ocidente e Islã. Ambas as civilizações abarrotadas de fundamentalismos dos mais diversos, torna ainda mais difícil o estabelecimento da paz entre esses mundos.
Joker s2

Tema: Quando começar algo, pense na relevância, ache sentido para as coisas que começar
Somos testemunhas de nossas inúmeras desistências, não só das nossas como as de várias pessoas. Quem nunca começou alguma coisa e parou antes de alcançar o objetivo maior? Que jogue a primeira pedra aquele que nunca o fez.
E esses inícios sem fim se dão desde decisões simples, como iniciar uma dieta, uma academia, aulas disso, daquilo, até decisões mais complexas, como abrir uma empresa, casamento...
Somos com certeza conhecedores desses nós desatados, dessas descontinuidades que só nos levam ao arrependimento, “por que não terminei aquilo?”, “eu devia ter concluído aquilo e aquilo outro”, e assim seguem os muros de lamentações.
É extremamente desagradável e desconsolador pensar que tivemos uma ótima oportunidade nas mãos, muitas vezes, única, e não soubemos aproveitar plenamente.
É uma situação semelhante à frustração quando pegamos um desafio, como uma palavra cruzada, ou caça-palavras, e não conseguimos resolver, então olhamos as respostas que vem atrás do livrinho. Olhar essas respostas significa: desisto! Não sei mais o que fazer, me recuso a procurar mais, cansei! E dessa forma, encontramos as respostas e tudo se resolve. Claro que ficamos frustrados quando descobrimos que poderíamos ter esforçado mais para achar aquela resposta, que não era tão difícil assim, mas esse problema se resolveu, nada ficou pendente.
A grande diferença entre essa situação da desistência na vida, é que não existem respostas atrás dos desafios, não existem soluções antes de se concluir qualquer coisa. Nada se resolve por si só, sem que você tenha batalhado e corrido atrás, e de fato, essa não seria uma frustração passageira, sempre será lembrada como uma fraqueza, como algo que poderia ter sido finalizado e trazido bons resultados hoje.
Contudo, todas essas frustrações podem tranquilamente ser evitadas, ou até mesmo extintas, e obviamente, isso só depende de cada um de nós e do valor que damos para as coisas. Ou seja, tudo depende da importância que você atribui para cada começo de sua vida.
Não adianta você começar algo hoje, e parar depois de um mês, que já é considerado até que um bom tempo, diga-se de passagem. Isso quer dizer apenas que você não determinou de fato a relevância que este teria em sua vida.
Não apenas a falta de relevância, digamos que são três os principais motivos da desistência:
· A falta de relevância
· A falta de foco
· A auto-sabotagem
Primeiro, é preciso ter relevância, estabelecer sua prioridade e de fato seguir em frente.
Segundo, para conseguir chegar em algum lugar, é preciso ter foco, disciplina, saber o que realmente quer e onde se pretende chegar, utilizando de tais ferramentas e subsídios.
E terceiro, porém não menos importante, seguir a risca, sem burlar, pois estará burlando a si mesmo, impedindo-o de alcançar um objetivo, estendendo o caminho, que já não é curto, e contribuindo ainda mais para a desistência, e então nada disso fará o menor sentido.
Estabelecer relevância, significa dar sentido a alguma coisa, fazer valer algo necessário, tornando-o perpétuo, que possa gerar bons frutos e gratificações por todo um futuro.
Quando não existe essa consciência da relevância, é extremamente difícil dar continuidade, é evidente, pois a ficha ainda não caiu. Aquilo continuará sendo algo passageiro, de urgência, no qual pode-se até chegar em algum lugar, tocar um dos objetivos, porém não será duradouro, nem efetivo, apenas passageiro, encarado muitas vezes, como perda de tempo.
Muitos irão culpar a falta de tempo, a perda de interesse, a dificuldade de levar a diante, a mudança de planos ou o simples fato de desistirem, mas nada mais é que falta de foco, de relevância.
Por que ao invés de fazer uma aula de música, ou pintura, ou qual seja, você não está desenvolvendo suas habilidades que irão definir sua profissão no futuro, ou ao invés de “estar fazendo uma dieta para emagrecer”, você não está em busca da plena saúde, ou ao contrario de “estou tendo uns rolos com uma pessoa”, você não está conhecendo melhor o pai ou mãe de seus filhos...
Isso é dar sentido ao começo, é colocar uma prioridade em sua vida, isso significa começar, correr atrás e concluir, alcançar os objetivos, desfrutar dos benefícios adquiridos.
“Quando começar algo, pense na relevância, ache sentido para as coisas que começar”
Apenas dessa forma, conseguirá chegar em algum lugar, sem o mínimo pesar, somente o desfrute dos benefícios que sua persistência lhe proporcionará.
Desse modo todos são convidados a refletir um pouco sobre a própria vida e criticar alguns pontos à serem revistos. Faça a si mesmo as seguintes perguntas:
· O que é hoje prioridade em minha vida?
· O que eu estou fazendo para alcançar esse e esse objetivos?
· Quais são os obstáculos que estão me impedindo de chegar onde quero, e o que posso fazer para contorná-lo?
E as mais importantes:
· Quais começos precisam ser terminados (ou continuados)?
· Quais começos precisam ser eliminados?
A partir dessas reflexões é possível fazer um recomeço em nossas vidas e nos organizarmos, visando sempre o alcance de metas, evitando consequentemente frustrações desnecessárias, e eliminando de vez a palavra “desistir” de nosso vocabulário. Efetivamente seremos pessoas mais realizadas e felizes, e passaremos isso à diante, contagiando as pessoas que nos cercam, e ou até mesmo gerações futuras. Tudo é questão de dar sentido, um propósito maior, às escolhas que fazemos hoje.
Joker s2
Fonte:
· Triad Productivity Solutions
(http://www.triadedotempo.com.br/conteudo.asp?cd=214#ixzz1KD8V6iWk)

As pessoas são mesmo julgadas pela aparência? A primeira impressão é a que fica?
A imagem determina as primeiras impressões que os outros têm de cada um. Por isso, além de qualificações profissionais, é importante ter uma boa imagem pessoal, que ajude a transmitir ao interlocutor suas características e suas competências. É preciso saber quem você é, o que quer passar e se isso é condizente com seus desejos.
Para construir nosso marketing pessoal, é preciso levar em consideração três elementos importantes: o poder, o valor e a imagem pessoal.
O poder, a própria palavra já fala por si só. São nossas capacidades, a força interna que nos move, nos motiva a atingir o que se quer. É o grande desejo do fundo de nossas almas que se traduz em ações em prol do que almejamos.
Dentro desse conceito, se insere o valor pessoal, ou seja, qual o seu real valor nesse contexto, no mundo do trabalho, no mundo pessoal, o que você tem a oferecer, quais seus valores de conduta, ideias, conceitos, qual seu valor qualitativo para as organizações, para um grupo de pessoas, enfim, de fato, qual o nosso valor para o mundo e o que podemos oferecer de melhor.
Em cima desses conceitos, molda-se, então, nossa imagem pessoal, nossa marca, o que as pessoas sabem ao nosso respeito, o que elas veem ao olhar para nós, é o nosso “eu externo”.
Em suma:
1º - Poder pessoal é a força interna para realizar tudo aquilo que se pretende, de mobilizar forças favoráveis para si mesmo;
2º - Valor pessoal é o quanto você vale, baseado no seu poder pessoal;
3º - Imagem pessoal é a marca que você deixa nas pessoas, é como será lembrado – positiva ou negativamente.
Com estas breves definições podemos avançar na idéia de que no mundo moderno os profissionais bem sucedidos são aqueles que mantêm uma imagem pessoal positiva. Para tanto usam seu poder pessoal para conquistar seus objetivos, superar os obstáculos, vencer as barreiras e dificuldades do dia-a-dia. Constroem uma base de valor pessoal sólida.
Conclusão – a imagem pessoal é tudo, principalmente nos dias atuais, em que o mercado se mostra cada vez mais acirrado e o que mais se procura são diferenciais únicos, o que nos torna únicos e dignos de sermos “os escolhidos”.
Para isso, é importante nos auto-conhecer, saber nossas virtudes, qualidades, competências e defeitos, avaliar no que elas fortalecem ou prejudicam nossa imagem pessoal, e quais nossas atitudes para mudar isso.
Bom, se fosse necessário um manual passo a passo ensinando como construir uma boa imagem pessoal, ele seria basicamente da seguinte forma:
· Encontre sua motivação – o que lhe motiva na vida.
· Trace metas e objetivos baseados nessa motivação.
· Se conheça – analise tudo sobre você mesmo, levante todas suas informações pessoais, de temperamento, habilidades, competências, qualidades, defeitos, enfim, saiba exatamente quem você é e o que quer da sua vida, e saiba isso na ponta da língua.
· Tenha persistência, força, empenho, disciplina, e não passe a vida reclamando ou se lastimando. Mostre que você pode ser melhor do que isso.
· Atitudes e comportamentos diversos que não condizem com um bom caráter, com uma conduta ética, descarte. Reveja sempre sua postura perante as pessoas e as demais situações de sua vida.
· Pratique o hábito das mudanças. Mude sempre o que deve ser melhorado, aperfeiçoado, o que pode ser melhor.
· Cultive pensamentos positivos – “querer é poder”, desse modo, podemos atingir tudo que quisermos desde que saibamos fazer por onde merecer!

O ser humano, muitas vezes incompreendido, desestimulado, apático e sem entender o verdadeiro sentido de certas coisas, acaba camuflando suas verdadeiras habilidades e competências, ou até mesmo, as perdendo ao longo do tempo. Por quê? Ora, não há motivos exatos e unânimes para todos! Mas uma coisa é certa – falta motivação! E motivação vem de dentro. Dentro de cada um de nós.
Então, o que é preciso fazer para encontrar a motivação? A resposta é única e simples: MUDAR!
Mudar o ponto de vista, mudar atitudes, mudar falas, mudar conceitos, mudar os hábitos, mudar os ares, mudar de planos, MUDAR...
Encontramos motivação quando percebemos os estímulos a nossa volta, quando mudamos o ângulo de visão, vamos além, mudamos nossas idéias e enxergamos algo completamente novo, que inspira, e enfim, nos motiva! É o início agora de uma longa jornada de persistência, disciplina e paciência, que trará bons frutos para a vida.
Estamos falando de alcance de metas e objetivos. A motivação é essencial para se conseguir o que quer. É o famoso “querer é poder”. Quando se quer, se sente motivado, consegue! Mas o querer, infelizmente, nesse caso, não se trata de simplesmente desejar, mas mais do que isso, é agir, fazer por onde alcançar algo, correr atrás, agir como GENTE.
O que adianta almejar algo, se apenas o que fazemos é esperar e ficarmos parados como ÁRVORES? Ou pior, de que adianta não mudar os hábitos, fazer as mesmas coisas de sempre, maquinais, sem inovações, sem nada de especial, como BICHOS? De nada adianta. É se boicotar, se enganar. É preciso agir de fato, um pouco a cada dia, em prol do que se quer, do que é bom para nós, para o nosso crescimento e desenvolvimento pessoal.
Habilidades que serão desenvolvidas: disciplina, foco, persistência, paciência, flexibilidade, fé e empenho.
Conclusão, toda vez que nos empenhamos em fazer algo, temos interesse, sem dúvida o resultado alcançado será, no mínimo bem-feito, útil, realmente bom!
Se cultivarmos o hábito da excelência em nossas atividades, atitudes, comportamentos, pensamentos, o mínimo que podemos conseguir é a felicidade. Tudo que é pautado na ética, bondade, excelência, é algo maravilhoso, digno de felicidade absoluta e infindável.
Então, podemos concluir que para alcançarmos, além de nossos objetivos, mas a felicidade duradoura, é preciso:
· Encontrar motivação, mudando o ponto de vista, os conceitos, os hábitos.
· Planejar, estabelecendo seus objetivos, para saber aonde se quer chegar.
· Estabelecer nossas prioridades.
· Encontrar o verdadeiro sentido das coisas!
· Mentalizar e buscar os objetivos a cada dia, cultivando os hábitos certos para chegar lá.
· Ter disciplina, determinação, foco, flexibilidade, e principalmente fé. Precisamos acreditar que podemos chegar aonde quisermos, que vamos conseguir se nos esforçarmos de verdade. Fé em nós mesmos e em Deus, e tudo se torna possível.
· Evitar o maior inimigo: nós mesmos! Nada de auto-boicotes e desistências. Devemos sempre seguir em frente e fazer o melhor que podemos, pois o maior beneficiado, no final, seremos nós mesmos! Vão haver dificuldades, muitas, mas servem apenas para que possamos provar o quanto somos melhores do que pensávamos, que podemos nos superar sempre!
...E sempre, agir de boa fé, com ética e excelência. Só assim, TUDO É POSSÍVEL!
Joker s2
Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.
Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisseia. Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...
As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte: É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... LEITOA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito p... da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p..... liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico p..., p..., pu... da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa............... R$ 200,00
Lingerie.... ......... R$ 80,00
Maquiagem... R$ 50,00
Sapato...... R$ 150,00
Depilação..... R$ 50,00
Mão e pé........... R$ 25,00
Perfume..... R$ 80,00
Pílula anticoncepcional. R$ 20,00
Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que HOMEM TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!
